• A hora do Coroa

    No Sotaque de Adriana, texto de Raphael Vidigal O mote é samba. Mas o sotaque é de Calcanhotto.

  • Dica Musical

    Minha dica musical para hoje é escutar Vontade de chorar, de Ivor Lancelloti e Paulo César Pinheiro

  • Receita

    Receita enviada pela ouvinte Maria Cristina Silva Vidigal. Bolo de mandioca

terça-feira, 25 de junho de 2013

EM OFF com Acir Antão

Postado por Raphael Vidigal on terça-feira, junho 25, 2013 with 1 comentário
Vídeo com entrevista de Acir Antão, para a repórter Adriana Sipinelli, no programa EM OFF, da BH News.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Esquina Musical

Postado por Raphael Vidigal on segunda-feira, maio 21, 2012 with Faça um comentário

Na Esquina Musical você encontra sons, letras, ruídos, palavras. Tudo que rima e flui. Do Funk à Música Clássica. Poesia, Cinema e Teatro. Jornalismo e Literatura. Cultura.

http://www.esquinamusical.com.br/

Espero vocês lá! Atualizações diárias =)

Abraços,

Raphael Vidigal

domingo, 31 de julho de 2011

A Hora do Coroa

Postado por Acir Antão on domingo, julho 31, 2011 with 7 comentários
No Sotaque de Adriana, texto de Raphael Vidigal




O mote é samba. Mas o sotaque é de Calcanhotto. Em álbum recheado de dedicatórias, Adriana não presta homenagem. Isso porque recusa a nostalgia para apresentar salutares desvios nos quais ambienta suas composições, com coloquial destreza para o inusitado.

Um dos que recebe menção honrosa na contracapa do disco é Jards Macalé, outro iconoclasta da canção brasileira. Aliado a ele vem Lupicínio Rodrigues, chamado tão intimamente de “lupi” que merece registro a maneira descompromissada com que Adriana se enverga do “micróbio do samba” dito pelo inventor da dor-de-cotovelo para dar nome à 12ª obra de sua carreira fonográfica (exceção à coletânea “Essencial” lançada em 2010).

Acompanhada em todas as faixas por Alberto Continentino no contrabaixo e Domenico Lancellotti na bateria e percussão (por vezes invertendo a ordem – ou seja – percussiva bateria e batida percussivista), Adriana começa sua saga rumo ao ritmo surpreendendo, como lhe é de seu fetiche nada usual em tempos demasiado óbvios.

Quem procura o tal micróbio do samba precisará de refinada lupa para encontrá-lo. Sim, pois os instrumentos presentes no álbum são tão inesperados quanto usar uma lupa para encontrar micróbio. E soam, além de criativos, agradáveis, dispensando a invencionice barata de grupos indie saídos em última fornada. A se notar o fato de que o som base é comandado por instrumentos elétricos tão rechaçados em ‘tempos idos’ (diria Cartola), sob a pretensão de defesa das raízes analógicas aqui instauradas pela miséria do povo.

Não se exclui o novo para abrigar o antigo. A riqueza com que Adriana desperta os olhares, ouvidos e gestos de sua matéria-prima é notável. Adriana lida poesia. Retira de cada sonoridade e palavra tudo o que podem oferecer em largueza e amplitude. Os sentidos deitam-se abertos ao deleite individual. Na primeira faixa, “eu vivo a sorrir” (assim grafadas minúsculas todas as palavras do disco), há exemplos que se cruzam soltos, envoltos pela atmosfera típica do samba (fadado fado; acaso caso). O que passará desapercebido por aqueles comprometidos com as verdades estáticas de uma vida mais maleável do que se lhes apresenta. Sem fazer pouco caso, Adriana e um de seus comparsas riem ao final.

“aquele plano para me esquecer”, brinca com contrastes, novamente: seu plano para me esquecer, esqueça, vaticina. E comporta a beleza rítmica do samba, sob os toques de um piano velejado aos dedos irreverentes de Calcanhotto. O clima revanchista e rancoroso, presente na terceira faixa, enclausura com propriedade a guitarra vertiginosa tocada por Adriana. “pode se remoer”, expõe no título do que se trata. E ainda remodela palavras, mantendo a sonoridade e o sentido primordial, como no caso de ajuizar/ajoelhar substituídas uma pela outra em versos, de resto, idênticos.

“mais perfumado”, oferecida à Thaís Gulin, enaltece o amor incondicional que se sujeita a provações inaceitáveis para muitos. O homem que trai é temática comum no mundo do samba, a mulher que mais do que desconfia, sabe, é mérito da lavra de Adriana. A música conta ainda com a “luxuosa”, como destacada pela própria cantora no encarte, participação de Davi Moraes e sua viola morna, que inaugura o sentir buliçoso do álbum.



“beijo sem”, já lançada com sucesso por Marisa Monte, e oferecida para ela mesma, põe à prova o canto narrativo e lento de Calcanhotto, como a sombrear palavras e requerer sons. É também faixa mais expansiva e menos interiorizada que as anteriores, abrilhantando o mosaico (como a obra de Leonílson – “Puros e duros – Ouro de artista – Ilusões”).

“já reparô?” permanece no tom da mulher que se coloca em primeiro plano, e ao invés de lamentar, se vangloria e provoca: a sua nova namorada, querida, pode ser linda e safa, (...) porte de gazela, olho de leoa, ser muito versada e hábil com a língua, do tipo que domina idiomas, mas ela não samba...”. E frases de conotação determinista: “o amor é o hiperquântico, e eu devo lhe fazer falta numa dada hora”. A ironia se estabelece, sem fazer concessões. Rodrigo Amarante pontilha generosamente solos de guitarra.

Outra canção com título questionador “vai saber?”, lançada e oferecida para Mart’nália, marca o ponto do disco em que o samba se esgueira com mais focinho tradicional. A se reparar o fato de Adriana tocar cuíca nessa faixa e caixa de fósforos na seguinte, “vem ver”. Numa, o rejeitado que sente raiva e ameaça o troco, noutra, o mesmo personagem, com a promessa de fazer de tudo para reconquistar o tal amor (perdido ou encontrado).

O chorístico cavaquinho de Davi Moraes, introduz a seara carnavalesca iniciada com “tão chic”, onde a sutil pronúncia de Adriana tem papel fundamental para a percepção da diferença em versos “si” e “se”. Nessa música, um exercício de cinismo com a eternidade, do “amor eterno até a quarta-feira”, sinalizando tom debochado com relação à festa. Na seguinte, “deixa, gueixa”, uma alegria exaltante em ritmo de bandeja de chá tocada por Adriana, em alusão ao objeto referido na letra. Com sagacidade, a faixa ganha coro de bloco e torna mais intimista a música, que vai do Ocidente ao Leme, dedicada para Hiromi.

No fim, “você disse não lembrar” é sensível composição bem aclimatada ao tempero tradicional do samba, enriquecida por toques de faca e prato de Moreno Veloso, que traça um caso de amor quase desfeito. “tá na minha hora” sinaliza o intento da autora dos versos, como síntese do trabalho feito: “despi as suas fantasias devagarinho, da sua onipotência tratei com jeitinho, e das chegadas de madrugada, no sapatinho, agora tá na minha hora...”.

E despede-se, erguendo a bandeira de sua Estação Primeira de Mangueira, inspiração para as cores que se destacam na belíssima capa do disco, via arte de Luiz Zerbini, Fernanda Villa-Lobos e Caroline Bittencourt. A “moça dos agudos de cristal”, que despertou o fascínio do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu em 1989, segue sua sina quebradiça de pérolas e diamantes. Com caminho livre para os rubis, em meio às pedras.



Publicado no jornal "Hoje em Dia" em 05/07/2011.

sábado, 30 de julho de 2011

Atrações grátis em BH

Postado por Raphael Vidigal on sábado, julho 30, 2011 with Faça um comentário
- 31 de julho (domingo) - A banda Projeto Saravá! no Museu Histórico Abílio Barreto, às 11:30h.

- 31 de julho (domingo) - Savassi Festival 2011, no Parque Municipal, às 10h.

- 31 de julho (domingo) - Savassi Festival 2011, na Rua Antônio de Albuquerque, em frente ao Café com Letras, a partir das 13h. Levar 1kg de alimento não perecível.

- 31 de julho (domingo) - Exposição reúne trabalhos de formandos de Artes Visuais da UFMG, na Grande Galeria da Universidade, Av. Santos Dumont, 174, centro. Das 10h às 21h.

- 31 de julho (domingo) - Visita monitorada para deficientes visuais na "Casa do Baile" - Av. Otacílio Negrão de Lima, 751 – Pampulha. Das 9 às 17h.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Notícia

Postado por Acir Antão on sexta-feira, julho 29, 2011 with Faça um comentário
AGENDA POSITIVA - A Presidente Dilma desde que tomou posse, tenta criar uma agenda positiva de governo e não consegue. Primeiro foi a crise que detonou o seu ministro mais forte, Antônio Palocci, que saiu do governo depois de ter sido denunciado de enriquecimento ilícito, em seguida veio a crise do Ministério dos Transportes, que pode gerar até uma CPI no Congresso, embora o principal partido de oposição, o PSDB, não queira fazer disso um palanque eleitoral. Agora, vem o escândalo envolvendo o irmão do Senador Roberto Requião do Paraná, que sempre foi denunciado em seu estado, mas que agora sem o manto protetor do governo Requião, pode levar outras conseqüências para a Presidente. Os primeiros seis meses de governo Dilma foram de crises. A Presidente quer ter uma agenda positiva mas a corrupção não deixa.

PIMENTEL - O então governador Aécio Neves, chegou a conversar com o então Prefeito de Belo Horizonte para ser candidato ao governo do Estado pelo PSB e para tal, Pimentel deveria deixar o PT, dentro daquela crise que o envolveu com Patrus Ananias pela liderança do partido em Minas. Pimentel preferiu ficar no PT a ser candidato ao governo de Minas, mesmo com o apoio de Aécio Neves. Agora, o ex-prefeito e atual ministro do governo Dilma, anda a passos largos para consolidar sua candidatura ao Palácio da Liberdade. O PSDB pode não ter candidato, se Aécio for mesmo o nome para disputar a presidência. Mas tudo depende ainda dos passos que Márcio Lacerda vai da: Se vai ao encontro do PSDB ou do PT para disputar a reeleição em Belo Horizonte.

JUROS - O governo provocou a crise cambial com o dólar baixo, depois que aumentou a chamada taxa selic, reajustando os juros para quem compra papeis governamentais. Com isso, houve um aumento da entrada de dólares nos cofres do país, com especuladores de todo o mundo querendo investir com os juros estratosféricos do Brasil que paga uma taxa nunca vista em lugar nenhum do mundo. Aí o governo vem e aumenta o imposto sobre operações financeiras e acha que com isso vai baixar o dólar. O que vai baixar a moeda norte-americana seria diminuir a nossa taxa de juros. Neste caso, o investimento naquela moeda vai ser compensador.

DA COCHEIRA-
A linha verdade continua congestionada todos os dias à tarde, nas proximidades da Estação do Metrô no Bairro Primeiro de Maio. Tudo porque na época da construção da avenida, não desapropriaram um Posto de Bandeira da Petrobrás, que fica debaixo do viaduto do Metrô.

O litro de Etanol continua alto, porque o governo ainda não teve a competência de aumentar a produção de cana de açúcar no país.

O Presidente do INSS confessa que o Instituto tem lucro com quem paga, mas vive no prejuízo porque paga benefícios a quem nunca contribuiu.

André que outro dia marcou um gol pelo Atlético contra o Fluminense, pode virar o novo salvador da pátria atleticana.

O vice-prefeito Roberto Carvalho e sua esposa Drª Fátima felizes com o casamento do filho Romero com Lissandra, filha de Domingos Firace e Rosangela Gualtieri.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aniversariantes

Postado por Raphael Vidigal on quarta-feira, julho 27, 2011 with 1 comentário
Os aniversariantes musicais da semana são Nelson Sargento e Rômulo Paes!



Nelson Sargento



Data de nascimento: 25/07/1924

Naturalidade: Rio de Janeiro, RJ

Profissão: compositor, cantor, escritor e pintor

Sucessos: "Agoniza Mas Não Morre", "Idioma Esquisito", "Falso Amor Sincero", "Vai Dizer a Ela" (com Carlos Marreta), "Nas Asas da Canção" (com Dona Ivone Lara), "Cântico à Natureza" (com Jamelão e Alfredo Português)

Ainda na infância foi morar no morro da Mangueira, onde logo conheceu Cartola e Nelson Cavaquinho, com quem aprendeu a tocar violão. O apelido "Sargento" veio de sua época no exército. Entrou para a ala dos compositores da Mangueira levado por Carlos Cachaça, e compôs sambas-enredo para a escola na década de 50. Nos anos 60 freqüentava e bar Zicartola, onde conheceu outros sambistas e músicos da zona sul carioca. Participou, convidado por Hermínio Bello de Carvalho, do espetáculo "Rosa de Ouro" (1965), ao lado de Elton Medeiros, Clementina de Jesus, Araci Cortes e Paulinho da Viola, entre outros. Em seguida integrou o conjunto "A Voz do Morro", e com ele gravou "Roda de Samba 2", um marco do gênero. Nos anos 90 gravou discos no Japão, incluindo composições inéditas de seu parceiro Cartola. Foi tema do documentário "Nelson Sargento", de Estêvão Pantoja, lançado e premiado no final da década de 90. Paralelamente à atividade de músico, Nelson Sargento é também escritor (já lançou dois livros), ator (trabalhou em "O Primeiro Dia", de Walter Salles e Daniela Thomas e "Orfeu do Carnaval" de Cacá Diegues) e pintor primitivista, atividade que desenvolveu graças ao conhecimento obtido na profissão de pintor de paredes, que exerceu por vários anos.



Rômulo Paes



Data de nascimento: 27/07/1918 - 4/10/1982

Naturalidade: Paraguaçu, MG

Profissão: compositor, radialista e cantor

Sucessos: "Sebastiana da Silva", "Açucena cheirosa" (com Celso Garcia), "Marcha das flores" (com Henrique de Almeida), "Minha Belo Horizonte" (com Eli Murilo Cláudio), "Gatinha Angorá" (com Vera Marlene)

Filho de Waldemar Tavares, professor de Filosofia da Música no Conservatório Mineiro de Música, e primo de Ary Barroso. Casou-se com Maria Aparecida Guimarães Tavares e teve dois filhos. Foi, também, jornalista e vereador em Belo Horizonte, cidade que batizou uma praça com seu nome, em uma confluência com a Rua da Bahia, que ele imortalizou com a frase: "A minha vida é esta, subir Bahia e descer Floresta". Em 1935, iniciou carreira de cantor de rádio acompanhando-se ao chapéu de palha, mas não chegou a gravar discos. Mais tarde, foi diretor artístico da Rádio Guarani e comandou a Rádio Mineira. Nos 20 anos que trabalhou em radiofonia lançou nomes, entre eles, Dalva de Oliveira. Sua primeira composição foi gravada pelos Anjos do Inferno. Em 1956, teve a toada "Açucena cheirosa", com Celso Garcia, gravada por Luiz Gonzaga,e o fox "Flor do céu", com Henrique de Almeida, registrado por Carlos Galhardo. Ainda nesse ano, Dircinha Batista gravou as marchas "Galinha carijó", com Ivo Jorge e "Minha Belo Horizonte", com Eli Murilo. Terminava seus programas de rádio com frases pitorescas, como estas: "O sol nasce para todos, e a sombra para quem merece. Quem não tem tacho grande não inventa cabeça de boi. Passarinho que dorme com morcego amanhece com a cabeça baixa. Em rio de piranha, malandro nada de costas."

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dica Musical

Postado por Raphael Vidigal on terça-feira, julho 26, 2011 with Faça um comentário
Minha dica musical para hoje é escutar Vontade de chorar, de Ivor Lancelloti e Paulo César Pinheiro!



Vontade de chorar (samba, 1981) - Ivor Lancelloti e Paulo César Pinheiro



Com vontade de chorar, Clara Nunes faz um apelo à dor e às canções de amor para que elas não cruzem mais o seu caminho. Faz um apelo às folhas que o vento soprou e às recordações, para que da próxima vez digam adeus antes de irem embora. Clara Nunes reclama da má educação do amor, com essa mania de ir sempre embora sem aviso, deixando apenas um coração que chora nos versos tristes da canção. Deixando apenas uma voz e um olhar repletos do que não mais restou, do que sempre acaba. É um apelo para que o amor mude de hábitos, e deixe de ser tão fugaz.

Texto de Raphael Vidigal